7. O novo Museu de Cerâmica
7.1. Localização e programa construtivo
O novo Museu de Cerâmica deve integrar a Quinta do Visconde de Sacavém, com os edifícios afectos ao actual Museu de Cerâmica e, consequentemente, o ou os novos edifícios a construir deverão situar-se em local contíguo. A circunstância de, nas imediações do actual museu, se situarem o complexo de museus municipais de escultura e o Centro de Artes, o Parque D. Carlos e o Museu José Malhoa, o edifício histórico da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, as oficinas municipais de cerâmica e o futuro Hotel Montebelo-Bordalo Pinheiro reforçam a necessidade de manter essa lógica de corredor criativo já em tempos defendida.
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Rua Visconde de Sacavém |
Conviria, por isso, que a intervenção arquitectónica fosse acompanhada por um planeamento urbanístico cuidado. Haverá problemas de mobilidade, circulação e estacionamento, de harmonização das zonas verdes com o edificado, a ponderar. Importa que o novo espaço público seja acolhedor, convidativo, em suma, vivo.
O programa construtivo deverá contemplar as valências a seguir enumeradas, para o que se teve em conta o “Programa de Ampliação do Museu de Cerâmica” elaborado pela respectiva direcção, em 2011.
Assim, esse programa deverá contemplar a requalificação dos actuais edifícios afectos ao Museu de Cerâmica e a edificação de um ou dois espaços afectos a uma exposição permanente consideravelmente expandida e as outras funções actualmente inexistentes.
A nova edificação deverá poder acolher os seguintes serviços:
- Espaço para exposição permanente (adiante indicado, no item dedicado ao programa museológico);
- Espaço para exposições temporárias;
- Uma biblioteca e centro de documentação;
- Uma sala de conferências;
- Uma black box;
- Espaço para os serviços educativos;
- Loja;
- Reservas visitáveis;
- Reservas;
- Laboratório e oficina de conservação e restauro;
- Sala do voluntariado;
- Cafetaria e restaurante;
- Laboratórios criativos.
7.2. O novo Museu de Cerâmica: programa museológico
O programa museológico do novo Museu de Cerâmica assenta nos seguintes vectores fundamentais:
- a redefinição da exposição permanente, de modo a actualizar o conhecimento dos principais momentos históricos da produção cerâmica caldense e permitir novas leituras da actividade cerâmica em transformação;
- a gestão e programação do património cerâmico urbano numa lógica de revalorização do espaço publico da cidade;
- a articulação com os núcleos museológicos de cerâmica na cidade sob gestão de outras entidades;
- museu que, a par da conservação e apresentação de colecções, coloca no centro da sua acção a curadoria, a criação de narrativas e a articulação tanto com a indústria como com a criação contemporânea;
- a concepção e desenvolvimento de projectos colaborativos, envolvendo cada um ou todos os membros da rede;
- o estabelecimento de parcerias com entidades nacionais e internacionais que partilhem objectivos comuns ou complementares;
- elaboração de um projecto visando o inventário do património cerâmico depositado nos museus portugueses;
- museu que encoraja o depósito de colecções particulares, cuja conservação garante em condições a acordar com os seus proprietários, a que poderá facultar visitas na modalidade de reservas visitáveis.
Propõe-se que a exposição permanente contemple os seguintes núcleos:
- Cerâmicas antigas (séculos XVI-XVIII);
- O neo-palissy (séculos XIX-XX);
- Manuel Mafra;
- Rafael Bordalo Pinheiro;
- Indústria, tecnologia e ciência;
- Cerâmica de construção;
- A cerâmica contemporânea (segunda metade do século XX);
- O design cerâmico;
- A cerâmica em espaço público (núcleo que funciona no âmbito do Centro de Interpretação e Gestão do Património Cerâmico Urbano, já referido), com apontamentos relativos a:
- Roteiro da azulejaria de interior;
- Roteiro da azulejaria de fachada;
- Roteiro das intervenções escultóricas em espaço público.
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Edifício da antiga Fábrica San Rafael fundada por Manuel Gustavo e Helena Bordalo Pinheiro |
A estes núcleos acrescem outros, sob gestão de outras entidades:
- Da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha à Bordallo Pinheiro – Museu de história da empresa a instalar pelo Grupo Visabeira nas instalações da antiga fábrica San Rafael, fundada por Helena Bordalo Pinheiro e Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro;
- A cerâmica no ensino industrial (Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro);
- A formação profissional e técnica de cerâmica nos tempos da globalização (CENCAL);
8. Caderno de encargos imediato
Esta proposta tem a intenção de colocar em discussão prévia uma eventual aceitação da transferência do actual Museu de Cerâmica para a Câmara Municipal das Caldas da Rainha. Trata-se de um ponto de partida. Corrigida, eventualmente modificada, o ponto de chegada habilitaria o município a definir os objectivos últimos, como a enquadrar opções imediatas, a priorizar e orçamentar investimentos.
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Edificações da Faianças Bordalo Pinheiro adquiridas pela Câmara Municipal |
Das considerações anteriores deverá reter-se que a aceitação da transferência da gestão do actual museu convida a pensar numa revalorização do legado cerâmico caldense, com novos instrumentos e processos, o que passa por, desde logo, projectar um novo Museu de Cerâmica.
Se se aceitar estes pressupostos, a primeira decisão política é a que respeita ao local e ao tipo de construção que deverá albergar o museu expandido. Estamos a falar de uma construção que não poderá ser inferior a 2500 metros quadrados de área expositiva total a que se acrescentaria o espaço necessário para os novos serviços.
No passado, só foi equacionada a hipótese de um novo museu com traço de um arquitecto de prestígio. Tem sido essa uma prática frequente em Portugal. Não gostaria porém de descartar outra hipótese para ponderação: despender uma verba menos vultuosa no novo edifício, libertando assim meios financeiros para a requalificação do palacete do 2º Visconde de Sacavém. Nesta hipótese, a solução podia passar por opção inspirada na que foi seguida pelo Museu da Cidade em Lisboa, ao construir dois pavilhões expositivos nos jardins do Palácio Pimenta.
O segundo item de decisão será a localização do novo edifício. Parece desaconselhável reduzir a área ajardinada da Quinta do Visconde de Sacavém. No passado, creio ter sido aventada a possibilidade de eliminar a rua Visconde de Sacavém, forjando uma continuidade entre a Quinta e o Parque D. Carlos. Esta operação tem méritos que não devem ser menorizados.
Há todavia uma outra possibilidade a encarar. A Câmara Municipal adquiriu, numa fase crítica da Fábrica Bordalo Pinheiro, parte das instalações fabris desta empresa na rua Bordalo Pinheiro. Não conhecendo a área exacta desta propriedade municipal, alvitraria que não deverá ser inferior a 2500 m2. Assim sendo, parece possível implantar aí um edifício de dois pisos e uma cave/reservas que cumpra o programa construtivo acima apresentado.
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Edifício que poderá acolher as Oficinas Criativas do município |
Há que encarar, também no imediato, a aquisição de peças a coleccionadores particulares de forma a garantir a representatividade e equilíbrio dos diversos núcleos da exposição permanente. As colecções públicas apresentam uma lacuna grave no que respeita à cerâmica de Manuel Mafra e seus contemporâneos. O foco dominante em Bordalo Pinheiro e a valorização das peças que assinou explica que não se tenha prestado a atenção merecida a esse fabrico de louça de inspiração palissy. A investigação permitiu, em anos recentes, resgatar a obra de Manuel Mafra, mas as colecções públicas ainda não lhe fizerem justiça.
A derradeira parte deste caderno de encargos terá a ver com o modelo de gestão deste ambicioso programa museológico. Também aqui há decisões prévias cruciais a tomar.
9. Modelo de gestão
Esta proposta não ficaria completa se não colocasse à discussão também um modelo de gestão. A complexidade e vastidão das tarefas aconselham em primeiro lugar que se não cinja a estrutura de direcção a uma única figura.
Sou favorável a uma estrutura directiva com três membros, um presidente e dois vogais, dividindo entre si áreas e tarefas atribuíveis. O Presidente da estrutura executiva deve ser nomeado após concurso público, sendo os restantes dois, um de nomeação pela Câmara e outro indicado por um Conselho Geral.
Competiria ao Conselho Geral, formado por representantes de todas as entidades da rede e presidido por uma Mesa eleita, acompanhar o exercício da direcção executiva. Completa o organograma dirigente um Conselho Científico, proposto pela direcção e aprovado pelo Conselho Geral.
Podemos colher alguma inspiração em experiências que envolvem a gestão cultural de territórios e patrimónios equiparáveis.
Estou firmemente convicto de que este projecto, se não dispensa a presença do sector público, no suporte financeiro e na inscrição estratégica na política pública para a cultura, também não poderá ficar aprisionado pelos constrangimentos administrativos e técnicos que decorreriam de uma gestão organizada a partir do enquadramento funcional e administrativo da Câmara Municipal.
Sou favorável à criação de uma entidade – sociedade ou fundação – de capitais exclusivamente públicos ou mistos (públicos/privados) para a gestão da qual os organismos tutelados pela administração Central ou Local possam transferir a gestão do novo Museu, dos espaços públicos com património cerâmico protegido. A esta entidade caberia igualmente a gestão do projecto associado à candidatura das Caldas da Rainha a Cidade Criativa da UNESCO, com os compromissos nele assumidos pela autarquia.
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Estufas do Parque (no futuro, Concept Store?) |
A decisão sobre o modelo de gestão deve ser acordada entre Autarquia e Governo antes da transferência da gestão do actual Museu de Cerâmica. Este processo inspira-se num precedente, o da sociedade “Monte da Lua”, constituída no âmbito de classificação de Sintra como Património Cultural da Humanidade.
10. Bibliografia sobre cerâmica das Caldas (pós 1977)
10.1. Catálogos
Atelier Cerâmico Visconde de Sacavém: Caldas da Rainha (1892-1896) [Exposição organizada pelo Museu de Cerâmica, de 23 de Outubro de 1999 a 30 de Março de 2000]. Caldas da Rainha, Museu de Cerâmica, 1999.
Biblioteca de um Ceramista Industrial (1880-1890). Brochura de exposição. ESAD, Caldas da Rainha, 2019
Caminhos do Barro. I Simpósio Internacional de Cerâmica. Museu de Cerâmica, Caldas da Rainha, 2001
Cerâmica: Colecção do Cencal. Catálogo. Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Caldas da Rainha, 1995
A Cerâmica das Caldas. Colecção A. Lucas Cabral. [Exposição organizada por Nicole Loureiro e Maria Exaltina Gil Nogueira]. 3ª edição revista, Caldas da Rainha, Museu de Cerâmica, 1986
Cerâmica decorativa moderna portuguesa.Catálogo. Exposição integrada no 1º Simpósio Internacional sobre Azulejaria. Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1971
Colecção de Cerâmica da Casa Museu Vieira Natividade. Catálogo. Coord. Jorge Pereira de Sampaio. IPPAR, Lisboa, 2006
Colecção Municipal Ferreira da Silva. Primeiras Aquisições. Coord. João B. Serra. Catálogo. Câmara Municipal das Caldas da Rainha. Caldas da Rainha, 2009
Colecção Pereira de Sampaio: OAL – Olaria de Alcobaça (1927-1986). 90 Anos, 90 Peças. Coord. De Jorge Pereira de Sampaio. Catálogo. Edição de autor, Alcobaça, 2018
Decorativo Apenas? Júlio Pomar e a Integração das Artes. Catálogo. EGEAC/Atelier-Museu Júlio Pomar, Lisboa, 2016
Faiança Portuguesa do Ateneu Comercial do Porto. Porto, Ateneu Comercial, 1997.
Faianças de Rafael Bordalo Pinheiro. Exposição Comemorativa do Centenário da
O Homem Pensa Porque Tem Mãos. José Aurélio. Exposição com curadoria de Nuno Faria. Câmara Municipal das Caldas da Rainha, 2018
Jorge de Almeida Monteiro, 1908-1983. Catálogo. Museu Municipal do Bombarral, Bombarral, 1997
Formas da Olaria das Caldas da Rainha[Exposição organizada por Herculano Elias e Helena Gonçalves Pinto, de 15 de Maio a 13 de Julho]. Caldas da Rainha, Câmara Municipal, 1997.
Monsaraz Museu Aberto[Organização da Câmara Municipal, de 20 a 28 de Julho], Reguengos de Monsaraz, Câmara Municipal, 2002.
Mostra de Faiança Portuguesa. Arouca, Museu de Arte Sacra de Arouca, Real Irmandade Rainha Santa Mafalda, 1998.
Ofélia Sinais e Signos. Catálogo. Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Caldas da Rainha, 1994
Produto Próprio: Colaborações entre Artistas Plásticos e a Indústria Cerâmica da SECLA. Catálogo. ESAD, Caldas da Rainha, 2019
Roteiro Turístico. Rota Ferreira da Silva Desdobrável. Pelouro do Turismo da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Caldas da Rainha, 2016
Simpósio Internacional de Cerâmica Alcobaça 87[1987]. Catálogo. Instituto do Comércio A Paixão de Cristo na Obra de Rafael Bordalo Pinheiro. Homenagem das Caldas da Rainha no 80º Aniversário da sua Morte. Caldas da Rainha, Museu de José Malhoa, 1985.
Rafael Bordalo Pinheiro, Ontem e Hoje[Exposição organizada pelo Gabinete de Estudos Olissiponenses, no Palácio do Beau Séjour, de 15 de Julho a 30 de Agosto]. Lisboa, Câmara Municipal, 1993.
Ygrego, 10 anos: 1989-1999. S.l., Galeria de Arte Ygrego, 1999.
10.2. Estudos monográficos
Araújo, Margarida, Silva, Joaquim António, Paredes de louça, Azulejos de fachada das Caldas da Rainha. Património Histórico, 1993.
Araújo, Margarida [2008], “As Paredes de Louça das Caldas da Rainha: Roteiros de Luz e Cor”. In O Azulejo nas Caldas da Rainha: Memória, Cerâmica, Brilho, Expressão e Narrativa Histórica. Museu do Hospital e das Caldas, Caldas da Rainha.
Araújo, Margarida [2009], “Ofélia II”. In Colecção Municipal Ferreira da Silva. Primeiras Aquisições[2009]. Catálogo. Câmara Municipal das Caldas da Rainha. Caldas da Rainha.
Calado, Rafael Salinas [2002], “Ferreira da Silva, Ceramista e Mestre”. In Monsaraz Museu Aberto. Catálogo. Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz.
Ferrão, Rita Gomes, Hansi Stäel. Cerâmica, Modernidade e Tradição. Objectivismo. Lisboa. 2014.
Ferrão, Rita Gomes [2017], “Para um Bestiário Moderno”. In Animais na Cerâmica Caldense. Colecção de João Maria Ferreira[2017]. Catálogo. Câmara Municipal das Caldas da Rainha/Molda. Caldas da Rainha.
Meco, José, “Entre Paris, Caldas e Lisboa: a obra cerâmica de Costa Mota Sobrinho”. In Costa Mota, Sobrinho (1877-1956): Obra Escultórica e Cerâmica, catálogo, 2001.
Serra, João B., “A Fábrica de Faianças que Costa Mota dirigiu”. In Costa Mota, Sobrinho (1877-1956): obra escultórica e cerâmica, catálogo, 2001.
Serra, João B., “Ferreira da Silva” [Nota introdutória à Exposição “Mito e Inquietação: Leda e o Cisne”]. In Monsaraz Museu Aberto, catálogo, Reguengos de Monsaraz, 2002.
Serra, João B.. “Leda e o Cisne. Mito, Artes e Cerâmica”. In Do Proscénio de Plauto ao Plateau da Playboy: de Ovídio ao Homevideo. Uma Compilação Erótica. Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, Caldas da Rainha, 2007.
Serra, João B., “Entre as Caldas e Paris: Nacional e Cosmopolita, Tradicional e Moderno”. In A la Mode de Chez Nous: Júlio Pomar, Joana de Vasconcelos. Catálogo. Centro Cultural Calouste Gulbenkian, Paris, 2009
Serra, João B., “Um caminho artístico multidisciplinar. Um poder criativo que assenta na reinvenção de processos, formas e linguagens”. In Colecção Municipal Ferreira da Silva. Primeiras Aquisições. Catálogo. Câmara Municipal das Caldas da Rainha. Caldas da Rainha, 2009
Serra, João B., “Ferreira da Silva, leitura urbana”. In Ferreira da Silva: Obra em Espaço Público. Isabel Xavier (coord.) e João Martins Pereira (fotografia) [2017]. Câmara Municipal das Caldas da Rainha/Molda, Caldas da Rainha, 2017
Serra, João B., col. de Gomes, Lia,Biblioteca de um Ceramista Industrial (1880-1890). Brochura de exposição. ESAD, Caldas da Rainha, 2019
Serra, João B. “Os laboratórios criativos da SECLA: anos 50/60”, in Afonso, Lígia et al. Produto Próprio: Colaborações entre Artistas Plásticos e a Indústria Cerâmica da SECLA, catálogo. Caldas da Rainha, ESAD, 2019.
Serra, João B. Biblioteca de Um Ceramista Industrial, 1880-1980. Caldas da Rainha, ESAD, 2019
Serra, João B., Artista à Procura da Sua História: Luis Ferreira da Silva. Caldas da Rainha, ESAD, 2019.
Silva, José Luís de Almeida e, Cerâmica: um Caso Paradigmático da “Humanofactura”? Para uma “Visão” da Flexibilidades nas Empresas e das Organizações Qualificantes. Caldas da Rainha, CENCAl, 1997
Silva, José Luís de Almeida, “Cenários para a Indústria Cerâmica no Século XXI: Um Estudo de Prospectiva Estratégica”, in Neto, António, et al, Avaliação Sectorial da Indústria de Cerâmica para a Formulação de Estratégias em Ambientes Competitivos. Coimbra, APICER, 2000
Silva, José Luís de Almeida e, Cenários para as Indústrias dos Sectores Tradicionais em Portugal num Horizonte de 2010-2015 e Aplicação da Metodologia da Prospectiva Estratégica à Indústria Cerâmica. Caldas da Rainha, CENCAL, 2004.
Silva, José Luís de Almeida e Silva, Narrativa do projecto "Rotas de Cerâmica", CENCAL, 2006
Xavier,Isabel, Serra, João B. (coord.) [2017], Cerâmica das Caldas no Século XX. Uma Cronologia. Caldas da Rainha, Património Histórico – Grupo de Estudos/Molda, 2016
Xavier, Isabel (coord.) e Pereira, João Martins (fotografia), Ferreira da Silva: Obra em Espaço Público. Câmara Municipal das Caldas da Rainha/Molda, Caldas da Rainha, 2017.